Criado em janeiro de 2012 pelo decreto nº9.273, o Centro de Memória de Nova Iguaçu entrou em inoperância em dezembro daquele mesmo ano. Em 2015, depois de um hiato de mais de dois anos, o Centro de Memória de Nova Iguaçu é retomado como espaço de preservação da história e memória da cidade. Em sua primeira fase, tendo à frente o escritor, poeta e artista iguaçuano Moduan Matos, o Centro de Memória de Nova Iguaçu teve uma sede no Centro da cidade, com a possibilidade de acessar um acervo que foi produzido no âmbito da pesquisa de um único servidor municipal ao longo de muitos anos, denominado A.N.A. por seu produtor.

O Arquivo Ney Alberto, nome do conhecido professor e pesquisador da história de Nova Iguaçu, constituía o único corpo documental deste centro, e era acessível aos visitantes, sob supervisão do gestor. Na transição realizada após as eleições de outubro de 2012 o espaço da sede, que era alugado, foi fechado ao público e o acervo ficou sob tutela de particulares. Sob nova coordenação, a produção de acervos para consulta será um dos motores de sua atuação. Fotografia, narrativas fílmicas e orais, digitalização, relatórios de trabalho de campo, além de fontes documentais clássicas para a pesquisa historiográfica compõe o corpo de metas.

Em 2013 o Centro de Memória foi simplesmente descontinuado. Não teve o decreto revogado tampouco retomou as atividades, tendo sua rotina interrompida. Os servidores que lá atuavam, ou foram exonerados nos casos como o de Moduan Matus que ocupava cargo comissionado, ou foram remanejados para outros setores da administração municipal. Teve início um longo hiato que perdurou até alterações ocorridas em maio de 2015. Dessa forma se encerrou o primeiro período de funcionamento do Centro de Memória de Nova Iguaçu.

No final de 2013 o Conselho Municipal de Políticas Culturais de Nova Iguaçu deu posse a uma nova gestão, onde tomaram acento sessenta novos conselheiros, sendo trinta destes titulares. Entre estes, Allofs Daniel, atual gestor do Centro de Memória, assumia função de conselheiro, posteriormente segundo secretário do conselho, como representante da Secretaria Municipal de Despesa e Planejamento – SEMPLAD. Apesar de atuar neste departamento da tecnocracia burocrática, sua formação de historiador lhe aproximava das ações voltadas à cultura e pesquisa histórica. Após alguns meses lidando com a montagem e aprovação do regimento interno do Conselho de Políticas Culturais ocorreu a montagem de Comissões Temáticas Permanentes, dentre as quais instaurou-se a Comissão Permanente de Patrimônio Histórico e Cultural, Material e Imaterial. Tomaram parte nesta comissão Marcelo França, Marcelo Ignácio e Mário Nogueira Monteiro, sob presidência de Allofs Batista.

Após alguns meses de reunião e trabalho da comissão foi concluído que era necessário o reestabelecimento do Centro de Memória de Nova Iguaçu. Com a articulação entre os membros do conselho e o secretário, chegando à transferência do servidor para a SEMC, foi possível que em maio de 2015 os trâmites administrativos fossem concluídos. A atual equipe é formada então pelo gestor e mais 4 estagiários do curso de licenciatura em História da UFRRJ/IM.

 

Anúncios