Nasceu em São Borja, no Rio Grande do Sul, em 19 de abril de 1833. Ingressou na vida militar e em 1903 iniciou os estudos na faculdade de Direito, em Porto Alegre, concluindo em 1907 e passando a advogar em São Borja.

Entrou na vida política em 1909 como Deputado Estadual, permanecendo até 1913 no cargo, sendo reeleito para 1917 e 1923. Em seguida, tornou-se Deputado Federal, exercendo o cargo entre os anos de 1924 e 1926, quando, a convite do presidente Washington Luís, foi nomeado Ministro da Fazenda. Em 1927 largou o posto para se candidatar ao governo do Estado do Rio Grande do Sul, tomando posse em 1928.

No ano de 1929 se candidatou a presidência da República pela Aliança Liberal. Derrotado, Vargas comandou o movimento erroneamente denominado como Revolução de 1930, derrubando o presidente Washington Luís e sendo elevado ao poder por uma junta militar. Seu governo provisório se estendeu até 1934, quando promulga-se a nova Constituição da República, sendo eleito presidente pela Assembléia Constituinte.

Vargas foi o responsável pela promulgação de uma série de legislações sociais, como a regulamentação da jornada de trabalho, direito a férias e descanso semanal remunerado, entre outras. Criador do Ministério do Trabalho e de diversos outros órgãos, teve uma política nacionalista e modernizadora no que tange a economia.

Em novembro de 1937, dissolve o Congresso Nacional e inaugura uma ditadura civil, conhecida historicamente como o Estado Novo, marcado por forte repressão política. Em 1945, com o apoio do Brasil na Segunda Guerra Mundial para a derrubada do nazi-fascismo, Vargas expõe uma contradição brasileira, visto que não era compatível apoiar o fim de regimes ditatoriais quando comandava um em seu país. Dessa forma, tem-se um período de abertura democrática.

Voltou a presidência em 1951, desta vez pelo voto popular, retornando com sua política de amparo aos trabalhadores e defesa das riquezas nacionais, contrariando diversos interesses políticos. As pressões sobre o governo de Vargas aumentam e surgem diversas manifestações militares, exigindo o afastamento do presidente. Em 24 de agosto de 1954, após receber um ultimato do Ministro da Guerra, redige seu testamento e se suicida, aos 71 anos,  com um tiro, no Palácio do Catete.

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Fonte: E-BIOGRAFIAS. Getúlio Vargas. Disponível em < http://www.e-biografias.net/getulio_vargas/> Acesso em 15 de Abril de 2016

FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Editora da USP. 1994. 666 p.

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